Livro revela nomes de vítimas da Operação Condor -

Enviado por Mara L. Baraúna

Do Fato Online

Livro lembra os 40 anos da Operação Condor

Por Edson Luiz

Obra será lançada pelos países que fazem parte do Mercosul e conta histórias do período ditatorial envolvendo seis países da América do Sul

Quatro décadas depois, as populações de seis nações da América do Sul conhecerão um pouco mais daquilo que foi uma das maiores ações produzidas pela ditadura contra esquerdistas, a partir de 1975. Nesta terça-feira (24), será lançado em Assunção, no Paraguai, o livro “A 40 anos do Condor, que dará nomes das vítimas dos militares. Além disso, a obra vai mostrar lugares onde as torturas ocorreram, durante os regimes ditatoriais do Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile, Argentina e Bolívia.

O livro foi editado pelo IPPDH (Instituto de Políticas em Direitos Humanos) do Mercosul, e será apresentado na reunião de altas autoridades nesta área, no Paraguai. Segundo o representante brasileiro, o ex-presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, a publicação teve a participação de todos os países envolvidos na operação. “A obra dá nome às vítimas e permite ao público o conhecimento de suas histórias”, afirma Abrão, que é secretário-executivo do IPPDH. “Também identifica os lugares onde funcionou a Operação Condor”, ressalta.

Nos locais onde se praticavam os atos contra os então esquerdistas, segundo o livro, as vítimas tinham três destinos, que era ser colocado à disposição do Poder Judiciário, ganhar a liberdade ou ser eliminado. A terceira opção era o assassinato ou o desaparecimento. Os mecanismos usados contra as vítimas, conforme conta a obra, eram desumanas. O preso não tinha nome, apenas apelido ou número, sua alimentação era precária, não havia contato com o mundo exterior, entre outros fatos.

No livro são abordados fatos relacionados aos processos judiciais abertos em Buenos Aires e Roma, a partir de 25 de novembro de 1975, quando se deu início à Operação Condor. O ato foi uma ação das áreas da Dina (Direção Nacional de Inteligência), formada pelos militares brasileiros, paraguaios, chilenos, argentinos, uruguaios e bolivianos.

Os mesmos grupos que derrubaram Allende em La Moneda comandaram a Operação Condor

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